Empresas investem em projetos eólicos e solares para fugir da alta conta de luz

Tecnologia acessível ajuda companhias a atenderem a sua própria demanda por eletricidade

RIO – O potencial brasileiro para a geração de energia eólica e solar não desperta apenas o interesse de investidores. Muitos consumidores — pessoas físicas e empresas — buscam esses modais para gerar sua própria energia e escapar dos frequentes aumentos da conta de luz.

Na área de telefonia, a Oi vai investir R$ 30 milhões na construção de duas usinas de energia solar em Minas Gerais. Entre 2015 e 2017, a participação da energia limpa no consumo próprio da empresa subiu de 15,8% para 22,4%. Para o próximo ano, a tele planeja ainda investir em energia eólica.

A Claro vai na mesma direção: quer gerar 80% da energia que consome. Já investe em energia solar e tem planos de construir mais 20 usinas solares e quatro parques eólicos. A meta é reduzir as despesas em 30%.

O potencial nesse segmento é grande. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, essa fonte será a segunda maior do país em 2019, ficando atrás da hidrelétrica. O potencial brasileiro de geração eólica é estimado em 500 gigawatts (GW), o triplo da capacidade instalada hoje.

— O setor tem atraído muitos investidores. O próximo leilão de energia, que será realizado no fim deste mês, é para gerar 1 GW. E já temos projetos de eólica na disputa que somam 27 GW — destaca Elbia.

De olho nos números, a Enersud desenvolveu uma tecnologia própria para permitir a instalação de turbinas eólicas de menor porte para consumidores gerarem sua própria energia. Porém, é preciso ficar atento à incidência dos ventos, que precisam ter uma velocidade de 30 quilômetros por hora.
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A geração própria já é uma realidade na energia solar, que representa 23% do total gerado no Brasil. Um exemplo é o da fabricante de produtos de limpeza Limppano. A empresa investe R$ 150 mil na aquisição de placas solares para iluminar e também aquecer a água de sua fábrica em Queimados, na Baixada Fluminense.

E, assim como a eólica, a solar tem espaço para crescer. O Brasil tem potencial de 28.500 GW, mas só explora 1,3 GW.

Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/
Por Bruno Rosa e Ramona Ordoñez – 12/08/2018
Fotografia: Guito Moreto / Agência O Globo

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